23 de julho de 2014
MORRE ARIANO SUASSUNA, AUTOR DE “O AUTO DA COMPADECIDA”
Morreu hoje (23) no Recife o escritor Ariano Suassuna, de 87 anos. Ele havia sofrido um AVC e estava na UTI desde segunda-feira (21). Em agosto de 2013, ele já havia passado por um infarto agudo do miocárdio e um aneurisma cerebral.
No Carnaval 2014, Suassuna foi escolhido como homenageado do bloco recifense Galo da Madrugada. Ativo até seus últimos dias, o escritor e dramaturgo esteve ministrando suas aulas-espetáculo até na semana passada. Em uma dessas aulas, em dezembro, ele falou com bom humor sobre seus problemas de saúde: “No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra.”
A peça “O Auto da Compadecia”, escrita em 1955, foi uma de suas obras mais famosas, alcançando sucesso no país todo depois de ser transformada em minissérie transmitida pela TV Globo em janeiro de 1999. No texto, Suassuna incluiu uma fala sobre a morte de uma cadela, declamada pelo personagem Chicó: “Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre.”

Fonte: O Auto da Compadecida/Globo Filmes
Com informações da Agência Estado.
MORRE ARIANO SUASSUNA, AUTOR DE “O AUTO DA COMPADECIDA”
Morreu hoje (23) no Recife o escritor Ariano Suassuna, de 87 anos. Ele havia sofrido um AVC e estava na UTI desde segunda-feira (21). Em agosto de 2013, ele já havia passado por um infarto agudo do miocárdio e um aneurisma cerebral.
No Carnaval 2014, Suassuna foi escolhido como homenageado do bloco recifense Galo da Madrugada. Ativo até seus últimos dias, o escritor e dramaturgo esteve ministrando suas aulas-espetáculo até na semana passada. Em uma dessas aulas, em dezembro, ele falou com bom humor sobre seus problemas de saúde: “No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra.”
A peça “O Auto da Compadecia”, escrita em 1955, foi uma de suas obras mais famosas, alcançando sucesso no país todo depois de ser transformada em minissérie transmitida pela TV Globo em janeiro de 1999. No texto, Suassuna incluiu uma fala sobre a morte de uma cadela, declamada pelo personagem Chicó: “Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre.”
Fonte: O Auto da Compadecida/Globo Filmes
Com informações da Agência Estado.
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