terça-feira, 19 de agosto de 2014

ELEIÇÕES

Terça, 19 de Agosto de 2014 - 10:27
Dilma foge das perguntas

por Samuel Celestino


Não dá para entender a defensiva de Dilma Rousseff no Jornal Nacional de ontem, num momento em que ela encontra obstáculos para se reeleger, como ficou claro na pesquisa do Datafolha, que dá como certo o segundo turno e, neste, ela, ainda segundo a pesquisa, perderia para Marina Silva, que passa a ser a terceira via da sucessão presidencial, ou seja, nem PT nem PSDB. 

A presidente certamente foi orientada por seu marketing antes da pesquisa. Não ficou politicamente correto se recusar a responder sobre corrupção, mensaleiros, saúde, se enrolar na economia, enfim preferir derivar para falar em STF, Polícia Federal autônoma, Corregedoria Geral da República “sem engavetador de processos”, como se o Supremo Tribunal, a PF e a Corregedoria não devessem ser autônomos e pairar acima dos partidos e da política. O que se observa nesta terça-feira é que a mídia brasileira está a criticá-la justamente por não responder às perguntas de Wiliam Bonner, que várias vezes centrou-as na corrupção que se alastrou no governo, quando, no início da gestão, ela demonstrava outro entendimento acerca de um dos maiores problemas que o País enfrenta. Demitiu ministros supostamente envolvidos com o que ela batizou de “mal feitos”. Naquele início, supunha-se que o combate à corrida aos cofres públicos seria a sua marca. Vê-se, agora, que não é bem assim. Os adversários da presidente vão usar o horário da propaganda eleitoral para acossá-la com o tema, sobretudo agora quando fugiu das perguntas a ela feitas. Num segundo turno com Marina Silva (ou com Aécio), quando o tempo dos candidatos será igual -15m – isso ficará evidente, se acontecer este confronto. Assim como nos debates que ocorrerão entre os candidatos. Forçosamente, teria que haver uma mudança da sua estratégia de marketing, e não o recurso da fuga e falar, falar e falar, impedido as perguntas do entrevistador. É fato que este é um dos recursos políticos para não se responder a nada, mas não ficou, decididamente, bem para uma candidata que lidera as pesquisas de opinião. Poderá vir a pagar erro o com um grave preço.

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